Cátia @ 02:50

Qua, 28/04/04

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Hoje passei quase todo o tempo que estive ligada na internet a falar com duas pessoas. A primeira foi alguém que conhecia muito pouco, ou melhor não conhecia nada, apenas de umas conversas muito impessoais e de quem tinha uma ideia quase totalmente errada. A segunda foi uma pessoa que penso já conhecer um bocadinho, pelo tempo que já vimos falando, pela consciência das dificuldades de vida por que ambos já passámos. De qualquer forma ambos sofreram recentemente uma desilusão amorosa, se me permitem dizer, ambas por razões muito duvidosas e parvas, mas as mulheres têm destas coisas. Ambos deixaram tanto que mexessem com os seus corações que acabaram com ele desfeito em pedaços e sem vontade de voltar a dedicar o seu tempo e amor a alguém. Mas sobretudo ambos fortaleceram a sua já muito baixa autoestima. Ao ver esta atitude em ambos revi-me neles. Revi a antiga Cátia... aquela que se perdeu no final do ano passado, aquela sobre a qual pus uma pedra e não deixei sair mais.
O que noto é que, cada vez mais, existem ou pessoas que têm uma autoestima exagerada, daquelas que as faz inchar tanto que se tornam pessoas arrogantes e sem "ponta por onde lhes pegue" ou então pessoas sem um pingo de amor próprio que não só permite que os outros façam delas "gato e sapato" como também os leva a desacreditarem tanto nas suas potencialidades que se tornam pessoas cinzentas. E mais que tudo noto que a maior parte das pessoas está demasiado ocupada a serem elas próprias, a tentarem sobrepôr-se e a tentarem mostrar o seu valor próprio e não perdem um segundo sequer para esticar a mão aos que por elas passam e que nitidamente estão a precisar de serem um pouco acarinhadas, de sentir que afinal são pessoas e que, tal como o resto do mundo, têm direito a um mimo, que são especiais.

Como disse há pouco, este amor dúbio por si próprios fez-me relembrar a minha pessoa há uns poucos meses. Fez-me lembrar a Cátia insegura, que não sabia sequer quem era ao certo e que não conseguia acreditar que pudesse ser especial aos olhos de alguém. Uma Cátia que permitiu que brincassem com ela, que permitiu que a magoassem, que permitiu que gostassem de estar com ela ao mesmo tempo que tinham vergonha de mostrar ao resto do mundo que sentiam isso. Uma Cátia que aos poucos se ia desfazendo num mundo que já não era o dela.
Foi então que apanhei uma das minhas maiores desilusões "amorosas" (?! na realidade não era amor.. apenas uma grande paixão.. grande demais.. forte demais... tão forte que acabou por destruir tudo). Foi então que propositadamente me quiseram magoar. Foi então que eu me levantei e não permiti que continuassem a gozar comigo, que decidi que bastava e que a partir daquele momento eu ia passar a gostar de mim. Com todos os meus defeitos, com todas as minhas virtudes, com todos os erros do passado que ainda hoje assombram o presente, com todos os gestos de amizade e amor que dei e que voltaria a dar mesmo sabendo que só me magoariam e fariam rolar lágrima atrás de lágrima. Foi exactamente na noite de passagem de ano que tudo isto aconteceu. Foi exactamente na passagem de ano que eu me tornei numa nova pessoa que tem vivido muito mais feliz consigo própria.
Não sou exemplo para ninguém, apenas quero mostrar que sobretudo depende de nós mudar. Quem me conhece bem sabe que não tive muitos motivos para sorrir ao longo da minha vida e muito menos ao longo dos últimos anos, mas sabe também que tudo o que tenho se deveu à minha luta e ao facto de acreditar que é possível pegar numa estrela mesmo quando esta parece demasiado distante. O que quero dizer é que não é o "xuto" daquela rapariga que hoje nos parece especial demais ou o "virar costas" de um amigo que se dizia o "melhor" que nos pode fazer desiludir tanto ao ponto de acreditarmos que todo o erro foi nosso, que tudo poderia ter sido diferente se tivéssemos feito isto ou aquilo. Na verdade, qualquer relação impõe duas pessoas e qualquer rompimento impõe erros das duas partes. Nunca uma só errou, nunca uma só foi capaz de destruir os sentimentos mais verdadeiros. Por isso a culpa nunca é totalmente nossa, pelo que não há razão nenhuma para nos rebaixarmos a tal ponto que sejamos incapazes de olhar para nós e vermos que temos valor, vermos que, tal como o resto do mundo, somos especiais, aos nossos olhos, aos olhos dos nossos amigos, aos olhos dos que nos rodeiam e quem sabe assim podermos ser mais especiais aos olhos de alguém que um dia se tornará o nosso mundo à volta do qual tudo gira e que nos mostra que, afinal, saber esperar foi uma virtude!

O mundo está nas nossas mãos... depende de nós agarrar a oportunidade ou perdê-la para sempre!

Ricardo e Filipe um beijo grande, daqueles enormes, para que acreditem que há pessoas que gostam de vocês, que há pessoas que gostavam de vos poder dar um bocadinho do mundo se fosse possível e, sobretudo, que há pessoas que acreditam em vocês e que os vossos sonhos se podem tornar realidade!

******
Cátia



Filipe @ 21:37

Qua, 28/04/04

 

Opáaa... eu tb não tou assim tão mal... pera lá... se calhar até tou...
Bem... só te quero agradecer pelas tuas palavras de conforto e por ser quem és. Rapariga, vales ouro!! Nunca deixes q ninguem te diga o contrário ;) Falando sobre este assunto: acho q infelizmente é normal hoje em dia passar-se o q descreves. Ninguem liga a ninguem, toda a gente olha para o lado quando chega a hora de ajudar alguem q necessita apenas de um apoio, de uma mão amiga. Felizmente, existem sempre "aquelas" pessoas por quem sentimos q podíamos fazer tudo, aquelas q nos confortam quando estamos em baixo ou quando temos algum problema para o qual precisamos "daquela" ajuda. Não nos podemos esquecer é q estas pessoas não servem apenas para isso. São as consideradas "boas amigas" e, como tal, são para preservar e guardar com todo o carinho. Quanto às relações extra (aquelas pelas quais suspiramos a toda a hora)... temos q continuar em frente. O destino do ser humano não é viver sozinho :) Como alguem me disse ontem (I wonder who? :P) não é a procurar incessantemente que encontramos a pessoa especial, aquela q nos faz tremer só de pensar nela e sobre a qual depositamos a nossa confiança, amizade, amor e por quem daríamos o céu e a lua só para a poder fazer feliz. Se não a encontrarmos logo à primeira (coisa quase impossível de acontecer) só nos resta continuar o nosso caminho, incólume e com o nosso próprio passo. Essa pessoa aparecerá seguramente, e então aí... aiaiiiiii... basicamente, just be yourself! Quem gostar, gostará. Quem não gostar.. paciência! :) Mais uma vez fôfa... obrigado pela força e pelo astral q me passaste :D Beijocas do tamanho do mundo

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